História da domesticação dos pets
- Pet Care
- 15 de jun. de 2020
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O vínculo afetivo que os animais de estimação atingiram no mundo hoje chegou a um nível em que já são vistos como parte da família de muitos de seus donos.
De acordo com números levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e atualizados pela inteligência comercial do Instituto Pet Brasil, em 2018 foram contabilizados no país 54,2 milhões de cães; 39,8 milhões de aves; 23,9 milhões de gatos;
Inegavelmente, a relação de afeto é fortemente presente entre os donos e seus pets, mas essa nem sempre foi a principal razão para que os homens mantivessem animais dentro de sua casa. Considerando esse fato, essa postagem irá abordar a história da domesticação dos animais, que hoje são considerados nossos grandes amigos.

A História dos Cães: regredindo à Era Cenozóica - 100 mil anos atrás -, a relação entre homens e cães começou a surgir. A partir da percepção da sua incrível capacidade olfativa. Portanto, para a tribo, era interessante preservar aquele animal como forma de manutenção do grupo, pois poderiam se proteger de seus predadores em comum. Dessa forma, passaram a trazê-los para dentro das cavernas, bem como alimentá-los.
A propósito, é possível perceber a retratação das imagens dos cães nas pinturas rupestres feitas nas cavernas.
O desenvolvimento do homem com o passar dos milênios foi então acompanhado pelos cães, gradativamente selecionados para atender funções específicas às necessidades humanas.
Nesse ínterim, no momento em que foi superado o nomadismo, com a sedentarização do homem e o desenvolvimento das atividades pastorais, a seleção, embora ainda voltada aos cães mais fortes e de grande porte, também passou a prezar pela marcado de um instinto protetor e dócil.
A ajuda desses animais se estendeu por milhares de anos, e as funções se diversificaram gradualmente, de modo que os animais eram muito valiosos, correspondente a um instrumento de trabalho da classe camponesa e, entre as classes altas, um artigo de luxo.
Na Idade Média, os cães ainda eram de suprema importância para os camponeses, no cuidado do rebanho. Já entre as classes altas, os animais, de estimação, eram um artigo de luxo, e serviam apenas à companhia de seus donos - função semelhante à exercida atualmente.
Segundo a professora de literatura inglesa da Universidade da California e autora do recém-lançado "For the Love of Animals: The Rise of the Animal Protection Movement", Kathryn Shevelow, o costume de manter animais em casa se espalhou pela Europa entre os séculos XVII e XVIII.

História dos gatos: no que se refere a esses felinos, é necessário destacar que sua domesticação e integração aos lares dos humanos é um processo recente, de cerca de 10 mil anos atrás. Diferente dos cães, cujo fator aproximador aos donos é a lealdade e docilidade, os gatos se destacaram ao serem símbolos idolatrados, admirados pelos homens. Mesmo assim, também desempenharam funções específicas a cada época, que serão apontadas em seguida.
No Egito Antigo, o gato foi um dos principais elementos culturais, endeusado e domesticado pela população e principalmente, pelos religiosos e da nobreza. Os gatos estavam presentes na mitologia e religião egípcias, expressa pela imagem da deusa Bastet, com cabeça de gato. Era símbolo de fertilidade e de proteção às mulheres grávidas, como analogia à forma com que as gatas protegem seus filhotes - com carinho e atenção.
Já fora do Egito Antigo, gatos não eram tidos como animais de estimação pela maior parte do tempo, mas sim de trabalho. Seu papel era espantar os ratos das redondezas das casas, de modo que passaram a ser fortemente admirados durante a Idade Média, no tempo da peste negra.
Desde então, a sua convivência com os humanos lhe permitiu expandir o seu hábitat, de modo que hoje está presente em todos as regiões do planeta.
Atualmente, a presença dos cães e gatos é crescente nos lares brasileiros e superam, em número, os pets em países como os Estados Unidos, haja vista sua facilidade de cuidados, hábitos de higiene, adaptação a pequenos espaços e maior independência aos seus donos. Claro, sem falar de sua fofura e afetuosidade.



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